São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Preço da picanha vira alvo da direita contra a reeleição de Lula

Flávio Bolsonaro explora a alta do corte, enquanto Lula responde com dados de inflação e emprego.

Preço da picanha vira alvo da direita contra a reeleição de Lula

O preço da picanha se tornou um dos alvos da oposição na disputa pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Prometido pelo presidente como símbolo de melhora na vida dos brasileiros, o corte acumulou alta de quase 10% até agosto de 2026, segundo dados oficiais.

O senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula nas eleições de outubro, retomou a promessa em atos de campanha. Durante um evento em Brasília, em agosto, o parlamentar levou uma peça de picanha e serviu churrasco aos jornalistas.

“Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe. Aqui dentro está a picanha que foi prometida e ele não entregou”, disse Flávio Bolsonaro, de 45 anos.

Nos mercados, o quilo do corte costuma custar entre 80 e 110 reais. Além do preço, a carne tem peso simbólico para os consumidores. Para Mirne Franco, dona de um açougue nos arredores de Brasília, comer picanha representa “a sensação de estar comendo como o rico come”.

Lula foi apoiado majoritariamente pelas classes populares ao buscar o terceiro mandato e havia prometido: “O povo vai voltar a comer picanha”. A percepção de alta dos preços, porém, aparece entre os eleitores. Uma pesquisa do instituto Quaest em setembro mostrou que Sessenta e sete por cento sentiram aumento no último mês.

Resposta do governo

O presidente afirma que a inflação dos alimentos desacelerou. A média nos primeiros três anos de seu governo foi de 4%, ante mais de 11% nos últimos três anos do mandato de Jair Bolsonaro, período afetado em parte pela pandemia.

“Esses dias, um adversário meu foi mostrar uma picanha na TV porque a picanha está cara (…) Era importante que esses adversários, ao invés de ir no supermercado e fazer pirotecnia, deviam acompanhar os dados do IPCA”, disse Lula.

A oposição também explorou o tema nas redes sociais. Em um vídeo do deputado Nikolas Ferreira, uma dona de casa abandona no caixa uma peça de picanha da marca “Promessa” por não ter dinheiro para pagar as compras. As imagens tiveram quase dez milhões de visualizações.

O crescimento da economia desacelerou, o segundo trimestre ficou em menos de 1% e o consumo caiu. Para Robson Carvalho, pesquisador da Universidade Nacional de Brasília, a picanha representa as promessas de reduzir ou conter o preço dos alimentos.

A carne bovina também aparece no debate sobre oferta e demanda. O pecuarista Carlos Roberto dos Santos, dono de 1.500 cabeças, afirmou que o preço depende da lei da oferta e da procura. Ele disse que Lula “sabia que não tinha esse controle” e classificou a promessa como “promessa de um populista”.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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