São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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MPF questiona medidas do Rio após alta de mortes em ações policiais

Órgão afirma que plano apresentado pelo governo fluminense e pela União não comprova cumprimento de determinação da CIDH.

MPF questiona medidas do Rio após alta de mortes em ações policiais

As mortes decorrentes de intervenção policial no estado do Rio de Janeiro subiram de 703, em 2024, para 798, em 2025, uma alta de 13,5%, segundo dados citados pelo Ministério Público Federal (MPF). A taxa chegou a 4,6 mortes por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 3,1.

O MPF também relaciona a falta de um plano efetivo à Operação Contenção, que deixou 122 pessoas mortas em outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão. Para o órgão, o episódio mostra que as medidas adotadas até agora não foram suficientes para cumprir uma determinação da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Pedido à Justiça Federal

O Ministério Público pediu que a Justiça Federal determine ao governo do Rio e à União a apresentação detalhada de metas e políticas para reduzir a letalidade policial. O plano deve indicar medidas concretas, prazos, responsáveis, indicadores e mecanismos de acompanhamento.

A ação tramita na 26ª Vara Federal Cível. Na avaliação do MPF, os documentos entregues pelos governos não comprovam a existência de uma política pública efetiva. O órgão afirma que o governo fluminense se limitou a mencionar cursos, treinamentos, compra de equipamentos e monitoramento da letalidade por meio da produção de dados.

A obrigação decorre de uma decisão da CIDH, de 2017, relacionada à atuação de forças de segurança do Rio nas chacinas da Favela Nova Brasília, em 1994, e do Complexo do Alemão, em 1995. Nesses episódios, 26 pessoas foram executadas, entre elas três mulheres, duas ainda adolescentes, que foram estupradas por agentes. A Corte também determinou a reabertura das investigações e medidas de reparação para vítimas e familiares.

O governo do Rio sustenta que cumpriu a sentença ao atender medidas da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Em abril de 2025, o STF reconheceu limitações no plano apresentado.

À Agência Brasil, o governo reiterou as medidas já informadas e afirmou que a Secretaria de Estado de Polícia Militar mantém ações permanentes para reduzir a violência e aprimorar a atuação policial, incluindo cursos, instruções, treinamentos e atualizações.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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