São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula evita citar Moraes e busca preservar apoio no STF

Presidente defende reformas e investigação sem blindagem enquanto avalia o impacto eleitoral da crise envolvendo Alexandre de Moraes.

Lula evita citar Moraes e busca preservar apoio no STF
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva evitou mencionar Alexandre de Moraes ao comentar a crise envolvendo o ministro e afirmou que instituições e sistemas político e judiciário precisam de mudanças. O presidente também defendeu que as investigações alcancem todos, sem proteção a ninguém.

Na quinta-feira 3, Lula declarou: “A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas.” Na mesma fala, disse que o povo brasileiro tem direito de conhecer a verdade. Na sexta-feira 4, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou: “Ninguém, em nome da democracia, pode usar o cargo que tem em benefício pessoal”.

Pressão eleitoral

A cautela ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com detalhes da relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. O documento descreve a relação como imprópria e aponta Vorcaro como protagonista da maior fraude bancária da história do país.

O senador Flávio Bolsonaro voltou a defender que o Senado aprove um pedido de impeachment de Moraes. Ele aparece empatado com Lula nas simulações de segundo turno, e a pauta é apontada como relevante para uma parcela do eleitorado.

Pesquisas internas usadas pela equipe presidencial indicam que uma associação entre Lula e a reputação de Moraes pode reduzir pontos do presidente. Dirigentes do PT defendem que Lula pregue reformas no Judiciário, mas sem fazer críticas direcionadas a integrantes da Corte.

Aliança com o Supremo

Desde o início do mandato, o governo recorreu ao STF para tentar reverter derrotas no Congresso, onde os partidos de esquerda são minoritários. Também contou com decisões e manifestações públicas de ministros para pressionar parlamentares.

Moraes intermediou recentemente uma reunião entre Lula e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, após o rompimento entre os dois. O encontro ocorreu depois que a Casa rejeitou Jorge Messias para uma vaga no STF e resultou em um acordo que incluía o avanço da proposta para acabar com a escala de trabalho 6 x 1.

Lula tem conversado com ministros do Supremo para definir uma posição que não afaste o eleitorado nem desgaste a aliança com o Judiciário. A avaliação é que, se vencer a disputa presidencial, ele poderá enfrentar um Congresso ainda mais inclinado à direita.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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