SÃO JOSÉ DO RIO PRETO — Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil desenvolva inteligência artificial em português para reduzir a dependência de outras potências. A declaração foi feita neste sábado (5), durante o ato de campanha “SP Pronto para Mais”, no interior de São Paulo.
“Eu não quero ficar dependente nem da China e nem dos Estados Unidos”, afirmou o presidente. Lula também citou a expansão de universidades e institutos federais ao falar sobre educação e apresentou os investimentos no setor como uma aposta no futuro.
Campanha para o governo paulista
O presidente pediu votos para Fernando Haddad e criticou o governador Tarcísio de Freitas, seu principal adversário no estado. Lula comparou as trajetórias dos dois e defendeu o ex-ministro da Educação como candidato ao governo paulista.
Lula disse considerar inadmissível que eleitores prefiram Tarcísio, a quem chamou de “um cara do Rio de Janeiro”, a Haddad, formado na USP, ex-prefeito e ex-ministro da Fazenda e da Educação. Também afirmou que Haddad tem capacidade para tratar de educação e verdade.
Durante o discurso, o presidente abordou ainda segurança pública. Ele defendeu o bloqueio imediato de celulares roubados por meio do programa Celular Seguro e afirmou que a medida poderia enfraquecer o mercado de telefones furtados.
Críticas ao bolsonarismo
Haddad criticou a queda de São Paulo no ranking do ensino médio durante os governos de João Doria e Tarcísio. Também atacou Flávio Bolsonaro, mencionando a compra de imóveis em dinheiro vivo e uma negociação de R$ 130 milhões para um fundo da família nos Estados Unidos.
O candidato associou o Banco Master a governos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o caso seria resultado da atuação de uma “máfia”. Geraldo Alckmin também citou o banco ao criticar o bolsonarismo.
Simone Tebet classificou a campanha como uma “guerra” contra o grupo político e pediu votos para Haddad. Marina Silva afirmou que a disputa envolverá a defesa da democracia e da soberania nacional. Márcio França criticou Tarcísio e pediu votos para Lula, Haddad, Marina e Tebet.
Declaração sobre Trump
Lula afirmou que pretende pedir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que faça um Pix durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A fala foi apresentada como resposta às críticas do governo americano ao meio de pagamento.
“Trump, faça um Pix que você vai ver o quanto será bom”, declarou Lula, que também mencionou o “governo digital” e o acesso de milhões de pessoas ao portal GovBR.
O Supremo Tribunal Federal ficou fora das falas de Lula e dos principais aliados no palanque. O evento reuniu candidatos aos Legislativos estadual e federal e outras lideranças da aliança.



