NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que não quer que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã afete o Brasil. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, ele criticou o impacto do conflito sobre combustíveis, fertilizantes e alimentos.
“O mundo agora está pagando combustível mais caro, gasolina mais cara, fertilizantes mais caros, e o preço da comida está subindo”, declarou Lula. O presidente afirmou ainda que o governo brasileiro adotou medidas para evitar a alta dos alimentos e disse: “Nós não queremos que essa confusão das guerras chegue no Brasil”.
Críticas à ordem internacional
Lula afirmou que o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC) não funcionam. Também mencionou as mortes de crianças na Faixa de Gaza e questionou quando a fome no mundo será encerrada.
O presidente defendeu mudanças na organização da ONU e a ampliação da representatividade nas Nações Unidas. Segundo ele, a instituição está desacreditada e os líderes globais não estão fazendo o necessário para promover soluções.
Lula disse estar muito incomodado e indignado com a situação política internacional, que, em sua avaliação, está piorando. Ele também criticou invasões entre países e afirmou que não se pode viver sob mentiras, ao mencionar justificativas apresentadas para intervenções dos Estados Unidos no Iraque e na Venezuela.
O presidente criticou ainda líderes que não acreditam nas mudanças climáticas e citou Donald Trump como exemplo.
Lula chegou a Nova York no domingo (20). Nesta terça-feira, 22, fará o discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Não há confirmação de encontro bilateral com Trump. Em um encontro com pastores evangélicos na semana passada, o presidente afirmou que chamará de covardes os líderes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.




