São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula cobra mais ações de Fachin em crise no Supremo

Presidente disse que chefe do STF colocou “um pouco de ordem na casa”, mas ainda espera investigação e novas medidas.

Lula cobra mais ações de Fachin em crise no Supremo

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (10) que Edson Fachin tomou a atitude correta ao lidar com a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal, mas disse esperar novas ações do presidente da Corte. Para Lula, Fachin deve investigar todos os envolvidos e trabalhar para recuperar a credibilidade do tribunal.

“Eu acho que o Fachin tomou a atitude correta”, disse Lula em entrevista ao SBT. Na avaliação do presidente, ainda é necessário apurar responsabilidades e aplicar a lei a qualquer ministro que tenha cometido irregularidades.

A crise começou depois que André Mendonça pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre um relatório enviado pela Polícia Federal ao STF. O documento expôs mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

As conversas foram recuperadas do celular do ex-banqueiro. Segundo o conteúdo descrito no relatório, Vorcaro perguntou a Moraes, dois dias antes de ser preso, se deveria deixar o país. As mensagens também indicaram que Moraes fez edições em um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Os dois teriam se encontrado pelo menos seis vezes desde 2024.

O episódio provocou reação da oposição, que associou Lula a Moraes. A campanha do presidente passou a tentar separar a imagem dos dois e, depois das revelações, Lula publicou um vídeo cobrando que o STF e a PGR investigassem o caso Master.

O conflito aumentou quando Moraes pediu investigação contra Mendonça por possível abuso de autoridade, usando um documento interno da Polícia Federal sem valor probatório. Em seguida, Mendonça afastou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, por causa do relatório.

Rodrigues foi reintegrado nesta quarta-feira (9) por decisão de Flávio Dino. Horas depois, Fachin anulou as decisões, manteve o diretor-geral no cargo e pediu esclarecimentos em até 48h. Na decisão de afastamento, Mendonça havia acusado Rodrigues de participar da elaboração de um relatório de inteligência sobre o monitoramento de Moraes.

O PT também avalia defender, em uma resolução, mandatos para ministros do STF. A proposta responde ao diagnóstico interno de que a campanha de Lula à reeleição está em risco por causa da crise na Corte. O tema já era discutido no partido, mas ainda não havia sido aprovado pela cúpula.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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