BRASÍLIA — Flávio Bolsonaro afirmou em 1º de julho que nunca havia viajado em aeronaves de Daniel Vorcaro. Meses depois, a revista piauí revelou que o senador esteve em um jato executivo ligado ao ex-banqueiro em janeiro de 2025.
A declaração foi dada durante um café da manhã com mulheres conservadoras, em meio a um desentendimento entre Flávio e Michelle Bolsonaro. O senador reagiu a uma publicação da ex-primeira-dama sobre uma suposta festa promovida por Vorcaro e disse que ela estava completamente desinformada ao sugerir sua participação no evento.
Na ocasião, Flávio afirmou que sua única relação com o banqueiro estava ligada ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. “Nunca entrei em avião de Vorcaro”, disse o senador no evento.
Na quarta-feira 23, a revista piauí informou que Flávio viajou em 19 de janeiro de 2025, acompanhado da mulher, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz. O grupo saiu de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Brasília, em um Legacy 650 de prefixo PP-NLR.
Na data do voo, a Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio, detinha um terço das cotas da aeronave. Tomaz também era cotista e declarou ter custeado a viagem.
O avião foi o mesmo em que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi filmado desembarcando em agosto de 2025. Três dias antes da revelação, Flávio havia criticado Moraes no X e classificado como uma “máfia” o voo em um jatinho de Vorcaro.
Nesta quinta-feira, o senador ironizou a divulgação da viagem e escreveu: “ainda bem que na época o avião era de Willer”. Flávio acrescentou que, caso o avião fosse de Moraes, teria viajado na aeronave do ministro.




