Protestos contra o aumento dos combustíveis se espalharam pela Síria e atingiram o ápice nesta segunda-feira (14/09), com manifestações em Idlib, Hama, Raqqa, Deir al-Zor e Hasakah, além de áreas rurais próximas a Alepo.
A mobilização começou no sábado (12/09), depois que o Ministério de Energia anunciou o reajuste. O governo classificou a medida como “temporária” e afirmou que houve aumento no custo global de aquisição de insumos.
Em algumas localidades, manifestantes atacaram caminhões que transportavam gasolina e diesel. O canal estatal sírio Al-Ikhbariya informou que a autoestrada M5 foi bloqueada na zona rural ao sul de Idlib, perto de Maarat al-Numan.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos relatou que forças de segurança do governo de Ahmed al-Sharaa reprimiram com intensidade parte dos atos. Al-Sharaa assumiu a Presidência depois de comandar o golpe que derrubou Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.
Reajustes nos combustíveis
O aumento foi definido pelo Comitê Permanente para a Precificação de Produtos de Petróleo e Recursos Minerais. A gasolina de 95 octanos subiu 28%, para 195 libras sírias por litro, cerca de US$ 1,60.
O diesel teve alta de 40% e passou a custar 175 libras sírias por litro, aproximadamente US$ 1,52. O ministro de Energia, Mohammed al-Bashir, atribuiu a elevação às pressões do mercado internacional e disse que o reajuste seria revertido “em breve”.
Esse foi o segundo aumento dos combustíveis na Síria em setembro e o maior percentual desde o início do governo de al-Sharaa. Desde o início deste ano, setores sociais têm protestado contra medidas econômicas da administração.
O governo sírio também recebe apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de diversos países da União Europeia.




