A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por 220 votos a 204, uma resolução que determina a retirada das Forças Armadas do país do conflito contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro. A votação ocorreu na noite desta terça-feira (15/09) e teve o apoio de sete republicanos.
A medida, identificada como H. Con. Res. 93, prevê uma exceção para operações necessárias à proteção de forças e instalações dos Estados Unidos na região. O texto também impede que o presidente Donald Trump mantenha operações militares no Irã sem autorização do Congresso.
A resolução não tem força de lei e não será encaminhada ao presidente para sanção ou veto. A aprovação representa uma manifestação política do Congresso norte-americano e ocorre a menos de dois meses das eleições legislativas de novembro.
Votos republicanos
Os 213 democratas votaram a favor da medida. Entre os republicanos, sete apoiaram a limitação dos poderes de guerra de Trump. Thomas Massie, do Kentucky; Tom Barrett, de Michigan; Warren Davidson, de Ohio; e Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, repetiram o posicionamento das votações anteriores.
Mariannette Miller-Meeks e Zach Nunn, ambos de Iowa, além de Nancy Mace, da Carolina do Sul, aderiram nesta votação. A maioria dos republicanos, formada por 203 deputados, votou contra a resolução.
A mesma iniciativa deve ser analisada no Senado. Os democratas tentam realizar uma nova votação até 2 de outubro. Em junho, o Senado aprovou a resolução por 50 votos a 48, com apoio de quatro republicanos.
No dia seguinte, Bill Cassidy mudou seu voto após pressão da Casa Branca, enquanto Rand Paul votou “presente”. Com isso, a medida não avançou no Senado.
Nesta semana, o Pentágono apresentou ao Congresso um relatório que admite um “déficit estratégico” de munições na guerra contra o Irã. O documento informa que dezenas de aeronaves foram atingidas, centenas de estruturas foram danificadas e mais de quatrocentos militares ficaram feridos durante o confronto.




