São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Varejo recua 0,8% em julho, mas vendas ampliadas avançam 0,4%

Queda do comércio restrito veio após altas em maio e junho, enquanto o varejo ampliado ficou abaixo das projeções para o mês.

Varejo recua 0,8% em julho, mas vendas ampliadas avançam 0,4%

As vendas do comércio varejista recuaram 0,8% em julho de 2026 ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho de 2025, o varejo restrito cresceu 1,2%. O acumulado de 2026 registra alta de 1,8%, enquanto o resultado em 12 meses avançou 1,6%.

O desempenho mensal ficou no limite inferior das projeções: a mediana era de queda de 0,3%, com estimativas entre recuo de 0,8% e alta de 0,3%. No confronto anual, a alta de 1,2% ficou abaixo da mediana de 2,2%, com previsões entre 1,4% e 3,3%.

Cristiano dos Santos, gerente da pesquisa, afirmou que o resultado veio depois de altas de 0,2% em maio e 0,3% em junho. O pico da série histórica foi alcançado em março de 2026, após três avanços consecutivos no primeiro trimestre. Em julho, o indicador ficou 1,5% abaixo desse recorde.

Setores

Móveis e eletrodomésticos tiveram queda de 4,9% em julho, a mais intensa desde dezembro de 2023, quando o recuo havia sido de 6,6%. Livros, jornais, revistas e papelaria registraram baixa de 4,2%.

Santos relacionou o comportamento entre maio e julho à Copa do Mundo. Segundo ele, houve uma “ressaca” em julho após o pico de vendas de televisores em maio e junho. No segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, o ciclo de comercialização de álbuns de figurinhas também influenciou os dados. A atividade havia subido 17,3% em maio e recuado 11,7% em junho ante maio.

No varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício, as vendas subiram 0,4% em julho ante junho, depois de queda de 1,1% em junho. O resultado ficou abaixo da mediana de 0,9%. Na comparação anual, o avanço foi de 1,8%, ante projeção de 2,5%. O acumulado do ano subiu 1,9%, e o resultado em 12 meses avançou 1,2%, contra 0,8% até junho.

Avaliação de economistas

Santos afirmou que a queda dos juros não se transforma necessariamente, no mesmo mês, em expansão do crédito e do consumo. As famílias também podem direcionar recursos para poupança ou pagamento de dívidas.

O Itaú avaliou que os dados são compatíveis com um terceiro trimestre fraco. Leonardo Costa, do ASA, considerou que a atividade está mais fraca na margem e manteve projeção de alta de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre, com ajuste sazonal. A Terra Investimentos apontou surpresa negativa e passou a projetar queda de 0,3% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) na margem.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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