São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF aponta atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro em recursos de ‘Dark Horse’

Documentos indicam negociações com Daniel Vorcaro, gestão de recursos nos Estados Unidos e pagamentos de pelo menos US$ 12,3 milhões.

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF
Foto: Reuters

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro investimentos para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O material também aponta que Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, orientava a gestão dos recursos destinados à produção.

A investigação afirma que Flávio trocou mensagens com Vorcaro e seus interlocutores, participou de reuniões presenciais e fez cobranças para que o ex-banqueiro realizasse pagamentos ao filme. “Tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas”, diz um relatório da PF.

O valor negociado para a produção teria sido de pelo menos US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 122,7 milhões. Desse total, documentos indicam que pelo menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,9 milhões, foram efetivamente pagos.

Gestão dos recursos

Segundo a PF, Eduardo Bolsonaro dava orientações sobre como o dinheiro poderia ser administrado nos Estados Unidos. A gestão ocorreria por meio do fundo Havengate, ligado ao advogado Paulo Calixto.

O fundo foi criado em 2020 e permaneceu sem movimentação até fevereiro de 2025. Naquele mês, recebeu US$ 2 milhões da Entre, empresa utilizada por Vorcaro para fazer pagamentos relacionados ao filme.

Para a investigação, os dados indicam a necessidade de esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores. A PGR também pediu o levantamento de propostas legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e Mário Frias que possam ter beneficiado Vorcaro ou o Banco Master.

Sigilo e operação

Na noite de quinta-feira (10), Edson Fachin determinou a divulgação do material sobre o Master, medida atendida pelo relator André Mendonça. Flávio Bolsonaro defendeu a transparência dos documentos e afirmou: “não tem nada de errado em relação ao filme”.

Na mesma quinta-feira, a Polícia Federal realizou uma operação autorizada por Flávio Dino para apurar possível desvio de R$ 750 mil da produção e uso de verba pública. Entre os alvos estava Mário Frias, que, segundo o relatório, destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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