São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Caiado pede investigação sobre suposta propina ligada a campanhas de 2022

Candidato defendeu apuração pela Polícia Federal e pelo Supremo sobre acusações envolvendo Vorcaro, Kassab, Bolsonaro e Tarcísio.

Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a abertura de investigações sobre a suposta propina que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria destinado às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice da chapa de Caiado.

A declaração foi dada durante uma sabatina em São Paulo. Questionado se manteria Kassab como candidato a vice caso a Polícia Federal abrisse uma investigação, Caiado afirmou que todas as informações deveriam ser analisadas. Ele disse que Kassab e Tarcísio negaram as acusações e defendeu que a PF e o Supremo Tribunal Federal apurem se houve irregularidades.

Vorcaro teria afirmado às autoridades que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio foram pagamento de propina. O relato aparece em três propostas de delação, recusadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República por não apresentarem fatos inéditos. O ex-banqueiro também não teria apresentado provas para comprovar as acusações.

O material menciona ainda caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega a acusação, afirma que os relatos não têm sustentação factual e diz não ter relação com Vorcaro.

Outras propostas de Caiado

Na sabatina, Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de uma lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a oferecer esse tipo de crédito no estado, incluindo o Master.

Sobre o Supremo, o candidato defendeu novas regras para os ministros: idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão e prazo de oito anos para que um magistrado entre na política. Caiado afirmou que o tribunal vive uma situação de desordem institucional e voltou a defender a quebra do sigilo de processos envolvendo o Master e o INSS.

Na economia, propôs cortar 100% das emendas impositivas, auditar o uso do dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, manteve a posição contrária ao uso de câmeras por policiais.

Desempenho eleitoral

Caiado marcou 4% das intenções de voto em pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3). Augusto Cury avançou de 2% para 8% e ficou em terceiro lugar.

O candidato tem sido pressionado a ampliar o foco nacional da campanha, hoje concentrado em sua atuação em Goiás. Durante a sabatina, disse que iria “ser governador do estado”, em vez de mencionar a disputa presidencial.

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, com o primeiro iniciado em 1991. Em 2014, elegeu-se senador por Goiás. Chegou ao governo estadual em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte. No Congresso, passou a maior parte da carreira no PFL, partido que virou DEM em 2007 e depois formou o União Brasil.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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