São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Urso-pardo cantábrico atrai turistas após recuperação nas montanhas da Espanha

População passou de aproximadamente 60 animais nos anos 1980 para cerca de 500, mas a observação exige distância e controle.

Urso-pardo cantábrico atrai turistas após recuperação nas montanhas da Espanha

Grupos de turistas percorrem as montanhas cantábricas em busca do urso-pardo, espécie que voltou a ocupar áreas do norte da Espanha depois de quase desaparecer. A população, estimada em aproximadamente 60 exemplares nos anos 1980, hoje se aproxima de 500 animais.

A caça, a perda de habitat e a separação entre os grupos sobreviventes ameaçavam a permanência da espécie na região. A Espanha proibiu a caça ao urso em 1973, mas a recuperação ganhou força apenas a partir da década de 1990, com fiscalização, restauração de áreas naturais e programas de monitoramento.

Proteção e observação

Governos regionais e organizações como a Fundación Oso Pardo participam das ações de acompanhamento. Parte dos animais vive nas montanhas das Astúrias, incluindo o Parque Natural de Somiedo, formado por vales, florestas e áreas elevadas usadas na busca por alimento.

Os passeios são conduzidos por guias, que usam binóculos e telescópios para manter os visitantes afastados. A atividade costuma ocorrer no começo do dia ou no fim da tarde. Mães com filhotes e ursos jovens estão entre os animais mais procurados, embora não haja garantia de avistamento.

A orientação é evitar barulho, não oferecer comida, respeitar áreas restritas e não bloquear os caminhos usados pelos animais. A aproximação pode fazer com que eles percam o receio das pessoas e passem a buscar alimento perto de casas.

Impacto nas comunidades

A presença dos ursos passou a movimentar hospedagens, restaurantes e pequenos negócios dos vilarejos próximos. Ao mesmo tempo, o turismo ampliou a necessidade de controlar a interação entre moradores, visitantes e animais.

Em 2025, seis ursos habituados à presença humana foram capturados e retirados de áreas povoadas nas Astúrias, conforme informou a Fundación Oso Pardo. A espécie ainda enfrenta isolamento genético entre grupos, baixa sobrevivência de filhotes e conflitos em zonas habitadas.

A recuperação alterou a economia e a rotina da região, mas permanece dependente da distância entre os animais e as pessoas. A observação turística deve ocorrer sem perseguição ou tentativa de contato, permitindo que os ursos continuem usando o território protegido.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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