São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Salete transforma sala onde morava em salão com clientela de mais de 200 pessoas

Aos 62 anos, profissional mantém o negócio em Quilombo após começar atendendo em uma sala que também servia de moradia.

Salete transforma sala onde morava em salão com clientela de mais de 200 pessoas

Aos 62 anos, Salete Foschiera mantém em funcionamento o salão de beleza que começou em uma pequena sala alugada, no Oeste de Santa Catarina. O espaço também era sua casa: ali ficavam a cozinha, o quarto e o local de trabalho. Hoje, a profissional tem uma clientela com mais de 200 pessoas, incluindo clientes que a acompanham há três décadas.

Salete tinha 32 anos, estava recém-separada e criava a filha pequena quando decidiu investir na profissão que havia começado a aprender na adolescência. Antes de abrir o próprio negócio, trabalhou como balconista em uma loja de roupas, único emprego com carteira assinada. Também vendeu produtos de limpeza de porta em porta e comercializou artigos de enxoval enquanto atendia como manicure às sextas-feiras e aos sábados.

A experiência com vendas apareceu cedo. No primeiro mês vendendo enxovais, comercializou 85 cobertores. A atuação como manicure, por sua vez, levou Salete a fazer um curso de cabeleireira no Senac, em Chapecó. As aulas eram à noite, mas ela abriu o salão antes de concluir a formação.

Trabalho e criação da filha

O começo foi marcado pelo receio de cortar cabelos. Em uma aula prática, Salete precisou atender a diretora do curso e temeu errar. Depois, passou a oferecer cortes, coloração, hidratação, botox capilar e alisamentos.

A responsabilidade pela criação de Nayara fez com que Salete dependesse exclusivamente da renda do salão. A rotina chegou a 18 horas diárias: “Eu trabalhava das 7 horas até 1 hora da manhã, direto”. Ela manteve esse ritmo por dois anos e meio, inclusive aos domingos e feriados.

Em um dos meses mais difíceis, o faturamento foi de R$ 160, enquanto o aluguel custava R$ 200. Depois da separação, passou cerca de um ano dormindo em um colchão no chão.

Clientela construída ao longo do tempo

O salão cresceu, recebeu investimentos e passou a vender produtos e roupas, incluindo lingeries. Salete ainda trabalha de segunda a sábado e ajusta os horários conforme a disponibilidade das clientes. Parte do público vem de Chapecó, Cordilheira Alta, São Lourenço do Oeste, Formosa do Sul, Santiago do Sul e São Domingos.

A trajetória da filha é uma das principais conquistas para Salete. Nayara concluiu Pedagogia, foi aprovada em concurso público e atualmente é diretora de uma creche no município.

Para quem quer empreender, Salete recomenda buscar conhecimento, fazer um curso profissionalizante, trabalhar com dedicação e valorizar os clientes. Aos 62 anos, ela afirma se sentir realizada com o caminho profissional construído ao longo de três décadas.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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