São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Safári aproxima Flávio Bolsonaro de investigados por fraudes no INSS

Fotografia de viagem feita em março de 2025 reúne o candidato, Weverton Rocha, Willer Tomaz e Carlos Alberto de Sá.

Safári aproxima Flávio Bolsonaro de investigados por fraudes no INSS

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para a África do Sul, em março de 2025, acompanhado do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do advogado Willer Tomaz e do empresário Carlos Alberto de Sá. Rocha e Tomaz são investigados no caso de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sá teve o indiciamento pedido pela CPI da Covid em 2021.

A Polícia Federal teve acesso a uma fotografia do safári depois de apreender o celular de Rocha na Operação Sem Desconto. A imagem foi enviada em 10 de março de 2025 a um grupo de WhatsApp e voltou a circular no sábado (19/09). O escândalo das fraudes no INSS veio a público um mês depois da viagem.

Histórico de Carlos Alberto de Sá

Sá é sócio da VTCLog e fundador do Grupo Voetur. O relatório final da CPI da Covid apontou indícios de superfaturamento de R$ 17 milhões em um contrato da VTCLog com o Ministério da Saúde, durante o governo Bolsonaro, para armazenar e distribuir insumos, incluindo vacinas.

O documento também registrou movimentações de R$ 4,7 milhões em dinheiro vivo, realizadas desde 2018, por um funcionário da empresa. Parte dos recursos teria sido usada para despesas pessoais de Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde. As suspeitas não resultaram na responsabilização criminal de Sá.

A CPI ainda mencionou que a VTCLog venceu uma licitação com descontos expressivos e depois pediu aditivos, situação que poderia ser classificada como “jogo de planilha”.

Relações de Willer Tomaz e Weverton Rocha

Tomaz também foi alvo de discussões na CPI sobre uma possível quebra de sigilo bancário, relacionada a negociações envolvendo a vacina Covaxin. A medida não avançou.

Durante a campanha, Flávio usou um apartamento de Tomaz na Vila Nova Conceição, na zona sul de São Paulo. O imóvel não foi declarado como doação à campanha. Antes, pertencia a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcardo, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores dele.

Tomaz afirma que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário. Relatório da PF diz que ele atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” do esquema. Empresas ligadas a ele teriam transferido mais de R$ 11 milhões para a conta bancária da mulher de Rocha.

O senador é apontado como “liderança e sustentáculo” das atividades do grupo investigado. O nome dele também aparece em investigação do Ministério Público Federal sobre repasses do orçamento secreto para a Saúde no Maranhão. O caso está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, em razão do foro privilegiado de Rocha.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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