São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Polícia prende namorado enquanto perícia avalia queda de universitária no Ceará

Pefoce informou que imagens e exames sustentam, de forma preliminar, a hipótese de precipitação voluntária na morte de Isabelle Caracristi.

Polícia prende namorado enquanto perícia avalia queda de universitária no Ceará

A Polícia Civil do Ceará prendeu preventivamente João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado de Isabelle Caracristi. Ele é investigado por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio. O celular dele foi apreendido e passa por análise.

A prisão ocorreu ontem (22), depois de João prestar depoimento à polícia na noite dessa segunda-feira (21) e ser ouvido novamente. O delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Marcio Gutierrez, afirmou que o investigado teria tentado obstruir as apurações, com destruição de provas.

A polícia também apura relatos de que uma pessoa teria sido chamada para limpar o apartamento e de que o imóvel foi colocado à venda após a morte. Segundo Marcio Gutierrez, João teria ido ao local para procurar o celular de Isabelle, impedido a entrada de familiares no condomínio, desativado perfis nas redes sociais e deixado de atender aos chamados.

Análise pericial

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou nesta quarta-feira (23) que os exames preliminares indicam uma precipitação voluntária. As câmeras analisadas registraram parte da trajetória da queda, mas não o instante em que ela ocorreu, segundo Júlio Torres, perito-chefe da instituição.

A universitária, de 22 anos, foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, no pátio do edifício residencial onde vivia com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A perícia examinou o apartamento, o terraço e o local onde o corpo caiu.

A Pefoce produziu dez laudos periciais; outros três estão em fase de conclusão. O exame necroscópico apontou politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. A necropsia não constatou gravidez, e exames laboratoriais deram resultado negativo para substâncias tóxicas.

Continuidade das investigações

Além de João, mais sete pessoas prestaram depoimento, conforme a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Novos depoimentos estão previstos para os próximos dias. Celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras continuam sendo analisados.

A mãe de Isabelle, a professora Isorlanda Caracristi, afirmou em uma rede social que a prisão representa o início de um processo de justiça. A morte da estudante ganhou repercussão depois que ela publicou um vídeo na sexta-feira (18), cobrando esclarecimentos.

Isorlanda relatou que teve como último contato com a filha duas mensagens no WhatsApp no começo da noite de domingo. Na manhã da segunda-feira (14), após não receber novas respostas, tentou falar com João e descobriu que havia sido bloqueada. Ela soube da morte ao chegar ao condomínio acompanhada do filho e irmão de Isabelle.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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