MARINGÁ — A médica Gassi Mazia, de 37 anos, morreu após sofrer 14 facadas e ser esganada, segundo laudo da Polícia Científica. A causa apontada foi hemorragia aguda. O corpo foi encontrado em um apartamento da cidade no dia 5 de setembro, depois que o choro do bebê de 8 meses, filho dela, foi ouvido do lado de fora.
O principal suspeito é o marido da médica, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. Ele foi preso no dia do crime e levado à delegacia no dia 10 de setembro, após receber alta do hospital, onde estava sob custódia. João foi localizado ferido no pátio da casa de uma familiar em Mandaguari, a 32 quilômetros de Maringá.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, três facas estavam ao lado do corpo. O caso foi registrado como feminicídio. Segundo o delegado Adriano Garcia, João tentava reatar o relacionamento com Gassi.
Investigação
O Ministério Público afirmou que o suspeito invadiu o apartamento e matou a médica depois de não aceitar o fim do relacionamento. A manifestação pela prisão preventiva foi baseada em depoimentos de policiais militares que atenderam a ocorrência e em informações de testemunhas.
Uma familiar relatou que, na noite de sábado (5), João perguntou por mensagens se ela estava em Mandaguari e depois pediu o endereço. Ainda no carro, estacionado no pátio do imóvel, ele teria confessado o crime. “Ele falou para mim que ele e a Gassi tinham brigado e que ele tinha matado ela”, disse a testemunha.
O corpo já havia sido encontrado pelo familiar que ouviu o choro do bebê antes da chegada da polícia. A criança estava no apartamento e não foi ferida.
João era servidor público da Prefeitura de Marialva, que informou sua exoneração após o crime e declarou repúdio à violência contra a mulher. Gassi trabalhava na UBS Nova Aliança, em Sarandi. A prefeitura da cidade divulgou uma nota de pesar e afirmou que a contribuição da médica para a saúde pública municipal será lembrada.



