São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Augusto Cury chega a 11% e ganha espaço como alternativa a Lula e Flávio

Escritor avançou nas pesquisas AtlasIntel e BTG/Nexus após maior exposição e passou a ocupar o terceiro lugar na disputa presidencial.

Augusto Cury cresce nas pesquisas e reacende 3ª via em eleição polarizada
Foto: Otávio Brito/Art Metrópoles

Augusto Cury (Avante) alcançou 7,8% na pesquisa AtlasIntel e 11% no levantamento BTG/Nexus, divulgados nessa segunda-feira (31/8), e passou a ocupar a terceira colocação nas duas sondagens para a Presidência em 2026. O avanço reabriu a discussão sobre uma alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na AtlasIntel, Cury subiu de 1,6% para 7,8%, avanço de 6,2 pontos. Na BTG/Nexus, passou de 2% para 11%, alta de 9 pontos. Com o resultado, tornou-se o primeiro candidato fora do eixo Lula-Flávio a atingir dois dígitos em uma pesquisa para o Planalto em 2026.

Exposição e redes sociais

Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, relacionou o desempenho no levantamento BTG/Nexus à repercussão da sabatina de Cury no Jornal Nacional, realizada no último sábado (29/8). “Ele bombou nas redes, isso se refletiu nas buscas do Google”, afirmou.

Na avaliação de Tokarski, a exposição levou eleitores que ainda não tinham escolhido candidato a se identificar com o escritor. O movimento teria alcançado principalmente eleitores inclinados a votar em Flávio Bolsonaro, além de parcelas dos eleitorados de Lula e do ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo).

Tokarski afirmou, porém, que ainda não é possível considerar o movimento uma tendência consolidada. Cury pode continuar crescendo, permanecer no patamar atual ou recuar após o aumento de atenção nas redes.

O analista também destacou o perfil mais moderado e menos confrontativo do escritor em comparação com candidatos que tentam romper a polarização por meio de um discurso mais agressivo, como Renan Santos (Missão).

Espaço para a terceira via

Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, avaliou que o crescimento não decorre apenas da exposição. Para ele, Cury ocupou um espaço ainda não preenchido por outras candidaturas alternativas.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema concentraram seus discursos no eleitorado de direita e, em alguns temas, apresentaram propostas próximas às de Flávio Bolsonaro. Cury se diferenciou ao buscar diálogo também com eleitores de Lula.

Sanches citou como momento simbólico o debate da Band, quando Cury criticou Renan Santos por atacar eleitores de Lula. Na avaliação do diretor, a reação ajudou a consolidar a imagem de uma candidatura capaz de conversar com os dois polos.

Os dados da AtlasIntel indicam avanço entre eleitores de Lula e de Flávio, com maior força entre quem votou em Jair Bolsonaro em 2022: quase 10% desse grupo, contra cerca de 4% entre os eleitores de Lula no segundo turno.

Cury também cresceu entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste, segmentos associados ao PT. O candidato avançou ainda no Centro-Oeste, no Norte e entre eleitores de direita não bolsonaristas.

Sanches estima que, se houver consolidação, Cury possa alcançar um patamar de 4% a 5% das intenções de voto. A manutenção do desempenho dependerá, segundo ele, da capacidade de resistir aos ataques de adversários. “É um início importante”, afirmou.

Estratégia da campanha

A assessoria de Cury atribuiu o crescimento à maior exposição durante a campanha e à presença digital. Em nota, afirmou que entrevistas, debates, propostas e agendas ampliaram o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura e circularam em diferentes plataformas.

O discurso do candidato tem priorizado educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização. A estratégia é apresentar Cury como uma alternativa de centro fora da disputa entre Lula e o campo bolsonarista.

O aumento da presença digital também levou campanhas adversárias a estudar uma solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar o engajamento do escritor. A suspeita envolve o crescimento de mais de 2 milhões de seguidores no Instagram após o debate da Band, considerado não orgânico pelos rivais.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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