Domingo, 6 de setembro de 2026
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El Niño pode elevar para até cinco as ondas de calor no Brasil

Boletim do Inmet prevê de três a cinco episódios entre setembro e novembro e aponta chance superior a 90% de intensidade muito forte.

El Niño pode elevar para até cinco as ondas de calor no Brasil

O Brasil pode ter de três a cinco ondas de calor entre setembro e novembro, segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na última terça-feira (1º). Em anos sem El Niño, a média para o período é de dois a três episódios. O fenômeno acrescenta, em média, uma onda de calor ao total registrado em anos considerados normais.

A quantidade de ondas de calor vem crescendo desde o início da série histórica, em 1979, independentemente da presença do El Niño. O Inmet relaciona esse avanço, muito provavelmente, à influência do aquecimento global.

A previsão para o trimestre indica temperaturas acima da média em grande parte do país. O instituto, porém, não descarta quedas acentuadas em setembro com a passagem de massas de ar frio.

Na Região Sul, a combinação de chuva e calor deve manter alta a disponibilidade de água no solo e diminuir o risco de geadas tardias. O excesso de umidade pode favorecer doenças nas lavouras, dificultar a colheita, afetar a qualidade dos grãos e atrasar o plantio das culturas de verão.

O El Niño pode alcançar a intensidade popularmente chamada de “super” a partir deste mês. A denominação não é uma classificação científica e costuma ser usada para episódios muito fortes, com índice de temperatura igual ou superior a 2°C acima da média. A projeção do Inmet aponta probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir esse nível entre setembro e novembro.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima em 69% a chance de o El Niño 2026/2027 ser o mais forte desde 1950, com anomalias acima de 2,5°C. A previsão é de que o fenômeno continue ativo pelo menos até o início de 2027. A NOAA ressalta que maior intensidade não implica impactos mais fortes em todas as regiões, já que os efeitos também dependem dos sistemas meteorológicos, da umidade do solo e das vulnerabilidades locais.

Em Santa Catarina, o Inmet identificou maior propensão a chuva extrema entre setembro e novembro no Vale do Itajaí, na Grande Florianópolis e no Sul catarinense. Em áreas com El Niño forte ou muito forte, podem ocorrer acumulados elevados em poucos dias, com risco de cheias, inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. O instituto afirma que a análise indica propensão maior, mas não significa que eventos extremos ocorrerão necessariamente.

No Rio Grande do Sul, o aumento dos extremos tende a ser mais consistente, sobretudo em episódios prolongados. No Paraná, a atenção se concentra no Sudoeste, Centro-Sul, Região Metropolitana de Curitiba, Serra do Mar e litoral.

A primavera, que começa no dia 22 de setembro, é o período de maior atenção em Santa Catarina. A Defesa Civil afirmou que a combinação entre a característica da estação e o fortalecimento do El Niño deve trazer chuva acima do normal, principalmente em outubro e novembro. Para setembro, o Inmet prevê precipitação próxima da média na metade Leste do Estado.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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